segunda-feira, 7 de abril de 2014
sexta-feira, 4 de abril de 2014
Palavras Cruzadas com tampinhas
Minha amiga Rízia Rodrigues criou este cartaz com os nomes próprios dos colegas interligados numa cruzadinha. É uma maneira divertida de trabalhar os nomes e possibilita muitas intervenções.
Inspire-se!
sexta-feira, 21 de março de 2014
O GALO QUE CANTAVA PARA O SOL NASCER
Era uma vez um galo que acordava bem cedo todas as manhãs e
dizia para a bicharada do galinheiro:
-Vou cantar para fazer o sol nascer…
Ato contínuo, subia até o alto do telhado, estufava o peito, olhava para o nascente e ordenava, definitivo:
-Có-có-ri-có-có… E ficava esperando.
Dali a pouco a bola vermelha começava a aparecer, até que se mostrava toda, acima das montanhas, iluminando tudo.
O galo se voltava, orgulhoso, para os bichos e dizia: Eu não falei?
E todos ficavam biquiabertos e respeitosos ante o poder tão extraordinário conferido ao galo: cantar pra fazer o sol nascer. Ninguém duvidava. Tinha sido sempre assim. Também o galo-pai cantara para fazer o sol nascer, e o galo-avô.
Tal poder extraordinário provocava as mais variadas reações. Primeiro, os próprios galos não estavam de acordo. E isto porque não havia um galo só. Quando a cantoria começava, de madrugada, ela ia se repetindo pelos vales e montanhas. Em cada galinheiro havia um galo que pensava a mesma coisa e julgava todos os outros uns impostores invejosos. Além do que não havia acordo sobre a partitura certa para fazer o sol nascer. Cada um dizia que a única verdadeira era a sua, todas as outras sendo falsificações e heresias. Em cada galinheiro imperava o terror. Os galos jovens tinham de aprender a cantar do jeitinho do galo velho, e se houvesse algum que desafinasse ou trocasse bemóis por sustenidos, era imediatamente punido. Por vezes, a punição era um ano de proibição de cantar. Sendo mais grave o desafino, ameaçava-se com o caldeirão de canja do fazendeiro, fervendo sobre o fogão de lenha.
Depois havia grande ansiedade entre os moradores do galinheiro. E se o galo ficasse rouco? E se esquecesse da partitura? Quem cantaria para fazer nascer o sol? O dia não amanheceria. E por causa disso cuidavam do galo com o maior cuidado. Ele, sabendo disso, sempre ameaçava a bicharada, para ser mais bem tratado ainda.
-Olha que eu enrouqueço! Dizia. E todos se punham a correr, para satisfazer as suas vontades.
Aconteceu, como era inevitável, que certa madrugada o galo perdeu a hora. Não cantou para fazer o sol nascer. E o sol nasceu sem o seu canto. O galo acordou com o rebuliço no galinheiro. Todos falavam ao mesmo tempo.
-O sol nasceu sem o galo… O sol nasceu sem o galo…
O pobre galo não podia acreditar naquilo que os seus olhos viam: a enorme bola vermelha, lá no alto da montanha. Como era possíve1? Teve um ataque de depressão ao descobrir que o seu canto não era tão
poderoso como sempre pensara. E a vergonha era muita.
Os bichos, por seu lado, ficaram felicíssimos. Descobriram que não precisavam do galo para que o sol nascesse. O sol nascia de qualquer forma, com galo ou sem galo. Passou-se muito tempo sem que se ouvisse o cantar do galo, de deprimido e humilhado que ele estava. O que era uma pena: porque é tão bonito. Canto de galo e sol nascente combinam tanto. Parece que nasceram um para o outro.
Até que, numa bela manhã, o galinheiro foi despertado de novo com o canto do galo. Lá estava ele, como sempre, no alto do telhado, peito estufado.
-Está cantando para fazer o sol nascer? Perguntou o peru em meio a uma gargalhada.
-Não, ele respondeu. Antes, quando eu cantava para fazer o sol nascer, eu era doido varrido. Mas agora eu canto porque o sol vai nascer. O canto é o mesmo. E eu virei poeta.
-Vou cantar para fazer o sol nascer…
Ato contínuo, subia até o alto do telhado, estufava o peito, olhava para o nascente e ordenava, definitivo:
-Có-có-ri-có-có… E ficava esperando.
Dali a pouco a bola vermelha começava a aparecer, até que se mostrava toda, acima das montanhas, iluminando tudo.
O galo se voltava, orgulhoso, para os bichos e dizia: Eu não falei?
E todos ficavam biquiabertos e respeitosos ante o poder tão extraordinário conferido ao galo: cantar pra fazer o sol nascer. Ninguém duvidava. Tinha sido sempre assim. Também o galo-pai cantara para fazer o sol nascer, e o galo-avô.
Tal poder extraordinário provocava as mais variadas reações. Primeiro, os próprios galos não estavam de acordo. E isto porque não havia um galo só. Quando a cantoria começava, de madrugada, ela ia se repetindo pelos vales e montanhas. Em cada galinheiro havia um galo que pensava a mesma coisa e julgava todos os outros uns impostores invejosos. Além do que não havia acordo sobre a partitura certa para fazer o sol nascer. Cada um dizia que a única verdadeira era a sua, todas as outras sendo falsificações e heresias. Em cada galinheiro imperava o terror. Os galos jovens tinham de aprender a cantar do jeitinho do galo velho, e se houvesse algum que desafinasse ou trocasse bemóis por sustenidos, era imediatamente punido. Por vezes, a punição era um ano de proibição de cantar. Sendo mais grave o desafino, ameaçava-se com o caldeirão de canja do fazendeiro, fervendo sobre o fogão de lenha.
Depois havia grande ansiedade entre os moradores do galinheiro. E se o galo ficasse rouco? E se esquecesse da partitura? Quem cantaria para fazer nascer o sol? O dia não amanheceria. E por causa disso cuidavam do galo com o maior cuidado. Ele, sabendo disso, sempre ameaçava a bicharada, para ser mais bem tratado ainda.
-Olha que eu enrouqueço! Dizia. E todos se punham a correr, para satisfazer as suas vontades.
Aconteceu, como era inevitável, que certa madrugada o galo perdeu a hora. Não cantou para fazer o sol nascer. E o sol nasceu sem o seu canto. O galo acordou com o rebuliço no galinheiro. Todos falavam ao mesmo tempo.
-O sol nasceu sem o galo… O sol nasceu sem o galo…
O pobre galo não podia acreditar naquilo que os seus olhos viam: a enorme bola vermelha, lá no alto da montanha. Como era possíve1? Teve um ataque de depressão ao descobrir que o seu canto não era tão
poderoso como sempre pensara. E a vergonha era muita.
Os bichos, por seu lado, ficaram felicíssimos. Descobriram que não precisavam do galo para que o sol nascesse. O sol nascia de qualquer forma, com galo ou sem galo. Passou-se muito tempo sem que se ouvisse o cantar do galo, de deprimido e humilhado que ele estava. O que era uma pena: porque é tão bonito. Canto de galo e sol nascente combinam tanto. Parece que nasceram um para o outro.
Até que, numa bela manhã, o galinheiro foi despertado de novo com o canto do galo. Lá estava ele, como sempre, no alto do telhado, peito estufado.
-Está cantando para fazer o sol nascer? Perguntou o peru em meio a uma gargalhada.
-Não, ele respondeu. Antes, quando eu cantava para fazer o sol nascer, eu era doido varrido. Mas agora eu canto porque o sol vai nascer. O canto é o mesmo. E eu virei poeta.
segunda-feira, 17 de março de 2014
E o Menino?
No início dos anos 90, eu fui passar férias na casa de minha
madrinha em Santo Antônio do Jacinto, na fazenda de seu Virgílio.
Eu sempre passava as
férias lá, meu pai tinha um pequeno laticínio que a gente chamava de
posto de queijo, com o falecimento de
meu pai o posto foi desativado, e
naquele ano, no lugar do posto havia
sido criado, uma escola para as
crianças das fazendas circunvizinhas, a filha de minha madrinha estava
estudando lá.
Embora eu estivesse de férias na Bahia que o recesso era em
junho, no calendário de Minas o recesso era em julho.
Como a filha de minha madrinha ia para a escola, eu não
tinha muito com o que me distrair e ficava na janela olhando as crianças que
chegavam e saíam da escola. Foi quando eu vi um menino bem bonitinho, fiquei
apaixonada. E logo me interessei em ir para a escola.
Com a desculpa de ajudar a professora, lá fui eu. Na escola tinham
umas vinte crianças estudando lá.
Era uma sala multisseriada e a professora se
desdobrava passando atividades no quadro, para os que já sabiam “tirar” e nos
cadernos para os iniciantes.
No quadro, tinha uma atividade com numerais para que as
crianças completassem com os vizinhos (antecessores e sucessores), não me lembro de tê-la visto
dando explicações, apenas copiou a tarefa no quadro e quando as crianças
terminaram de copiar no caderno ficaram tentando “adivinhar” o que era para
fazer. Como sempre ajudei minha mãe a preparar e a corrigir as atividades dos
alunos (minha mãe é professora), fiquei curiosa e perguntei a professora como
ela escolhia as atividades para passar para os alunos, então ela me mostrou um
caderno de planos de aula com as atividades desenvolvidas e disse: eu sigo as
atividades que a outra professora me deu.
Lembro que eu falei com ela que minha mãe explicava a tarefa
antes de passar o dever, para que os alunos dessem conta da atividade. Voltei
para a casa de minha madrinha pensando em um jeito de ajudá-la.
E o mais interessante é que acabei esquecendo, de que tinha
ido na escola só para olhar aquele
menino de camisa amarela, que era uma gracinha. Porque aos 12 ou 13 anos, a
gente quer mesmo é paquerar.
sexta-feira, 14 de março de 2014
Curso de inglês on-line grátis
Olá Colegas, esta semana conheci o Alex, formando em química e estagiário do Projeto Mão Na Massa em convênio com a UESC.
Ele me deu uma dica superbacana e eu quero compartilhar com vocês:
My English Online – MEO, curso de inglês online do Programa Inglês sem
Fronteiras. Uma iniciativa do Ministério da Educação (MEC) e da
Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes)
destinado aos alunos de graduação e pós-graduação, de instituições de
ensino superior públicas e privadas brasileiras.
Aproveitem!
quinta-feira, 13 de março de 2014
Minha primeira experiencia escolar
A Escolinha
Minha mãe conta que desde
pequenina eu já queria estudar, só que no final dos anos 70, onde eu morava não
havia instituições de Educação Infantil ou, ao menos, não eram populares na
época. O que existiam eram escolas improvisadas, em galpões ou garagens, com
bancos e carteiras inadequadas e algumas
outras peculiaridades.
Eu estudava na escola de uma jovem de 15 anos, aproximadamente. A escolinha funcionava em um cômodo da casa da mãe dela. Uma casa humilde construída em parte de alvenaria e madeira, numa rua sem calçamento.
Lembro que a gente chegava, subia uma escadinha no barranco e entrava na sala da casa. Lá havia um sofá, forrado com um lençol e na parede enfrente, um quadro com a ilustração de um menino em pé, vestido com roupas brancas e de um homem crucificado, com umas letras escritas numa placa na parte superior da cruz. Curiosa, perguntei a outra criança, o porquê daquela cena ela me explicou que Jesus tinha que sofrer mas como ele era muito pequenos, os pais dele pediram que esperassem ele crescer, por isso, quando ele cresceu, pregaram ele na cruz. Considero relevante pontuar que todos os dias eu sentava e ficava olhando o quando e pensando na explicação e até formulando maneiras para que Jesus pudesse ter fugido daquele destino.
Eu, meio que participava da vida da família da professora. Lembro que um dia cheguei para estudar e presenciei uma surra de sapatadas que a mãe da professora dava no filho mais novo.
Eu sempre entrava na escola passando pela casa. Subia a escada, entrava na sala, passava por um corredor com um quarto à direita, passava pela cozinha e dava de frente com um quarto de madeira, virava à direita e saía para o quintal. No quintal havia um banheiro, várias plantas, uma bacia enchendo de água numa torneira mais baixa. O quintal estava sempre molhado eu atravessava para a escola sobre uma pontezinha improvisa com uma tábua de madeira.
Da rotina da escola, lembro muito
pouco. Éramos umas 10 crianças. Sentávamos em um banco de madeira comprido, um
ao lado do outro. A professora sentava em uma mesa à frente, e na mesa tinha uma palmatória enorme.
Eu estudava com um ABC pequeno, acho que 10X15 cm, porque era mais ou menos o tamanho de uma fotografia. Eu comprei o ABC no mercadinho enfrente à praça, lá no Zé Bundinha (ele odiava o apelido). Na capa havia a ilustração uma professora com cabelos presos e saia preta, que apontava as letras A B C, escritas num o quadro negro. Era impresso apenas com letras pretas num papel amarelado. Continha o alfabeto maiúsculo, minúsculo, vogais, consoantes, sílabas simples e, depois, sílabas complexas. Lembro que eu dava a lição de forma corrida e também salteada. Para fazer a forma salteada a professora utilizava um papel com um buraquinho no meio o qual só permitia ver uma letra pó vez, assim a gente não podia colar olhando as letras que vinha antes ou depois.
Quanto aos colegas, não me lembro bem, apenas me recordo de um garoto negro, maior da turma, que na hora da lição sempre
caia na palmatória. A professora dizia que eu era inteligente, e acho que eu não levava muitos bolos, entretanto devia levar um, de vez em quando, porque me lembro de
arrancar fios de cabelo e coloca-los na palma da mão. É que existia uma
conversa de que se a palmatória batesse numa mão que tivesse um fio de cabelo
na palma, esta se partiria ao meio. Parece que era só conversa, porque nunca vi nenhuma se partindo.
quarta-feira, 12 de março de 2014
O caminho de minha vida
Ultimamente, tenho pensado sobre algo muito importante, sobre minha vida e sobre o que me constitue.
Como me constitui mulher, profissional, mãe, esposa, dona de casa, pessoa...
A vida é feita de escolhas, como no poema de Içami Tiba, a gente abre uma porta e se depara com inúmeras novas portas. E vamos assim... vamos vivendo... conhecendo... nos aventurando... nos formando.
Há alguns anos eu dizia que vivia como um barco à vela no oceano, seguindo os rumos dos ventos. Mas eu aprendi a controlar as velas e a usar o vendo ao meu favor em alguns momentos, a perder o controle em outros, a retomar... São minhas escolhas, e até quando eu não escolho, estou escolhendo.
Eu escolho desde sempre, escolho pelo desafio, pela necessidade, escolho não escolher, ouso, recuo, tenho medo... me inquieto... enfrento.
Agora, abro uma nova porta. Neste momento opto por revirar o baú de minhas memórias, o reviver de histórias que até agora só existiam dentro de mim.
O embarque começou!
Como me constitui mulher, profissional, mãe, esposa, dona de casa, pessoa...
A vida é feita de escolhas, como no poema de Içami Tiba, a gente abre uma porta e se depara com inúmeras novas portas. E vamos assim... vamos vivendo... conhecendo... nos aventurando... nos formando.
Há alguns anos eu dizia que vivia como um barco à vela no oceano, seguindo os rumos dos ventos. Mas eu aprendi a controlar as velas e a usar o vendo ao meu favor em alguns momentos, a perder o controle em outros, a retomar... São minhas escolhas, e até quando eu não escolho, estou escolhendo.
Eu escolho desde sempre, escolho pelo desafio, pela necessidade, escolho não escolher, ouso, recuo, tenho medo... me inquieto... enfrento.
Agora, abro uma nova porta. Neste momento opto por revirar o baú de minhas memórias, o reviver de histórias que até agora só existiam dentro de mim.
O embarque começou!
PORTAS - Içami Tiba
PORTAS
Se você abre uma porta,
você pode ou não entrar em uma
nova sala.
Você pode não entrar e ficar observando a vida.
Mas se você
vence a dúvida, o temor, e entra, dá um grande passo: nesta sala vive-se
!
Mas, também, tem um preço...
São inúmeras outras portas que você
descobre.
Às vezes curte-se mil e uma.
O grande segredo é saber quando e
qual porta deve ser aberta.
A vida não é rigorosa, ela propicia erros e
acertos.
Os erros podem ser transformados em acertos quando com eles se
aprende.
Não existe a segurança do acerto eterno.
A vida é generosa, a
cada sala que se vive, descobre-se tantas outras portas.
E a vida
enriquece quem se arrisca a abrir novas portas.
Ela privilegia quem
descobre seus segredos e generosamente oferece afortunadas portas.
Mas a
vida também pode ser dura e severa.
Se você não ultrapassar a porta,
terá sempre a mesma porta pela frente.
É a repetição perante a criação,
é
a monotonia monocromática perante a multiplicidade das cores,
é a
estagnação da vida...
Para a vida, as portas não são obstáculos,
mas
diferentes passagens!
Içami Tiba
sábado, 12 de maio de 2012
Dia das Mães
Mãe
Meu amor não vai embrulhado num presente.
Amo-te todos os dias.
Desejo que um dia meus filhos tenham por mim tanto carinho e tanta gratidão quanto tenho por ti.
Você me deu raízes e asas. Hoje sou o resultado do uso que fiz com a oportunidades que a vida me deu e muitas que você me ajudou a ver.
Obrigada Mãe. Te amo!
Meu amor não vai embrulhado num presente.
Amo-te todos os dias.
Desejo que um dia meus filhos tenham por mim tanto carinho e tanta gratidão quanto tenho por ti.
Você me deu raízes e asas. Hoje sou o resultado do uso que fiz com a oportunidades que a vida me deu e muitas que você me ajudou a ver.
Obrigada Mãe. Te amo!
segunda-feira, 23 de abril de 2012
Brincadeira de Escolha
Minha mãe mandou eu escolher este daqui
Mas como eu sou teimosa, eu escolho este daqui.
Sabão, sabonete,
Do mais velho eu tiro este.
Mas como eu sou teimosa, eu escolho este daqui.
Sabão, sabonete,
Do mais velho eu tiro este.
Cantiga de Escolha
Lá vai a bola
Lá vai a bola
Girando a roda
Passar depressa
Sem demora
Se no fim
Desta canção
Você estiver
Com a bola na mão
Depressa, pule fora.
Imagem mundinhodacrianca.blogspot.com
Cantiga de Escolha
Uni - duni - tê
Uni - duni - tê
Sala - mê mi - guê
Um sorvete colo - rê
O escolhido foi vo - cê.
domingo, 22 de abril de 2012
Comando Ritmado
Comando ritmado
Dentre as brincadeiras de minha infância, os comandos ritmados tinham um destaque especial. Era só a gente dispersar que uma das crianças ou mesmo um adulto próximo dava um comando que era obedecido por todos.
Para ouvir, click no link: http://www.brasilpodcast.com/web/player.php?item=1540
Exemplos:
1- Este comando era para fazer silêncio. Ninguém queria comer o cocô.
GATA LADRONA
SUBIU NA JANELA
CAGOU NA PANELA
QUEM CONVERSAR
COME O COCÔ DELA
2- Este comando era para deixar todos parados em forma de estátua. Era utilizado quando havia bagunça ou quando alguém soltava um pum.
QUEM BUFOU? FEDEU!
A CULPADA NÃO FUI EU.
FOI AQUELE QUE MEXEU.
sábado, 21 de abril de 2012
Cantiga de escolha
Como escolher os parceiros para as brincadeiras?
Quando eu era criança a gente utilizava as músicas de escolha. A gente cantava apontando para as crianças uma a uma, quando a cantiga acabava a criança apontada era a escolhida.
FUI AO MERCADO COMPRAR CAFÉ
ENCONTREI UM MACAQUINHO
COM O RABINHO EM PÉ
DANÇA MACAQUINHO
EU NÃO SEI DANÇAR
ENTÃO PEGA ESTA MENINA
PARA SER SEU PAR
Para ouvir acesse http://www.brasilpodcast.com/web/player.php?item=1533
Quando eu era criança a gente utilizava as músicas de escolha. A gente cantava apontando para as crianças uma a uma, quando a cantiga acabava a criança apontada era a escolhida.
Cantiga Dança Macaquinho
FUI AO MERCADO COMPRAR CAFÉ
ENCONTREI UM MACAQUINHO
COM O RABINHO EM PÉ
DANÇA MACAQUINHO
EU NÃO SEI DANÇAR
ENTÃO PEGA ESTA MENINA
PARA SER SEU PAR
Para ouvir acesse http://www.brasilpodcast.com/web/player.php?item=1533
quinta-feira, 19 de abril de 2012
Dia do Índio
19 de Abril - Dia do Índio
Dia em que as crianças da Educação Infantil chegam em casa com a carinha pintada e com cocá na cabeça.
Mas será que nossas escolas só estão trabalhando a figura folclórica do indígena?
Será que está havendo uma reflexão com as crianças, sobre as diversas culturas indígenas do nosso país?
Hoje dispomos de muita informação sobre o modo de vida, os costumes e tradições de povo indígenas, inclusive de nossa região. Temos um conflito acontecendo em Pau Brasil e um menino índio necessitando da doação de um tipo raro de sangue para fazer uma cirurgia.
Considero relevante aproveitar a data para descobrir com a crianças que as pessoas tem maneiras diferentes de viver. E perceber de que forma o convívio com outras formas de vida, influencia no modo próprio de viver. Comparar como isto aconteceu com várias populações indígenas e mostrar que algumas populações mantem sua cultura evitando o contato com o homem branco.
Vamos colegas a mudança depende de nós.
quarta-feira, 18 de abril de 2012
Educação, Educadores e Luta
Educação de Qualidade
Hoje, em Itabuna, os educadores da rede municipal e estadual estão em estado do greve. Na tv, circula o anúncio do governo de que a greve é ilegal.
Na minha opinião o que não é legal é a gente ficar de braços cruzados, vendo a educação pública agonizar.
Nos sabemos o que é qualidade, a rede privada sabe o que é qualidade.
Nós conhecemos o nosso potencial e sabemos que é possível construir um novo modelo de educação.
O grande entrave da educação pública em nosso país é político. Não valorizar o profissional da educação faz parte desta estrutura. Pois alguém que precisa trabalhar três turnos, em diferentes escolas, para manter o mínimo de qualidade de vida, não tem tempo para pensar e para semear ideais na vida de seus alunos. No máximo consegue ser o passador de assuntos e reprodutor as ideologia dominante.
terça-feira, 17 de abril de 2012
Sobre o Currículo
A necessidade do Currículo na Educação Infantil

Quando iniciei minhas atividades na Educação Infantil, como coordenadora de uma escola com 150 crianças. Tive o primeiro choque. Eu não sabia nada sobre as especificidades da Educação Infantil. Embora na graduação eu tivesse cursado esta disciplina, me sentia despreparada.
Encontrei meu norte com um livro de Sônia Kramer (Com a pré escola nas mãos). E conversando com as colegas mais experientes, testando algumas estratégias, cometendo alguns erros... Fui descobrindo a Educação Infantil.
Descobri também que eu não era a única, a desconhecer o caminho que precisava ser percorrido com a criança pequena. A maioria dos profissionais que convivi, sejam coordenadores, professores ou auxiliares de creche. Não realizavam reflexões sobre sua prática. Na maioria das vezes não havia o planejamento das ações. Era feito apenas o planejamento da rotina, de forma a ter atividades para todos os momentos.
Faltava um currículo. Faltava um documento pensado e construído de forma a garantir um caminho a ser percorrido. Não uma lista de conteúdos (nome, datas comemorativas, formas geométricas, cores, etc.), mas a descrição de habilidades, competências, aspectos do desenvolvimento deveriam ser trabalhados e observados nas crianças.
Ainda hoje vejo professores seguindo livros de Educação Infantil, com atividades de prontidão. E sei que muitos fazem isto porque precisam de uma caminho a seguir. E se não há o caminho da reflexão coletiva na escola, o autor do livro didático continua sendo um bom companheiro de caminhada.
E se não pensarmos, e não construírmos currículos para nossas escolas, coerentes com nossa visão de infância. Continuaremos com uma educação que preenche o tempo, mas que não satisfaz as necessidades e realiza as possibilidades.
Imagens Google
quarta-feira, 11 de abril de 2012
Uma experiência de Bullying
Há algum tempo o termo BULLYING começou a
fazer parte de nossas conversas de educadores. Talvez alguns tenham se lembrado
dos apelidos perversos, outros de nunca terem participado de uma partida de
baleado. Outros ainda se lembraram de que os tempos de escola ou numa
determinada escola merecem ser esquecidos. E quantos não suportaram a violência
e fugiram da escola?
O bullying não está apenas nos filmes
americanos, embora eles nos fazem parecer que a violência nas escolas é normal.
Aliás foi num filme infantil que vi, pela primeira vez uma situação de bullyng.
Na vida real, vi meu sobrinho de apenas 09
anos e estudando em uma escola de classe média, vivenciar cenas de violência moral
e física.
Em 2011, numa classe de 4º ano do ensino fundamental, todas as vezes que
o professor se ausentava era motivo de gozações dos colegas. No intervalo e nas
atividades era isolado pela turma. A criança foi mudando de comportamento e ao
buscar respostas, a família descobriu o que vinha ocorrendo, através do relato de
outra criança da mesma turma. A escola foi procurada e as coisas pareciam ter
melhorado.
No início deste ano, meu sobrinho
participou de uma brincadeira com seus colegas de turma. Segundo ele, a
brincadeira consistia em chutar uma garrafa pet, de um para o outro dentro de
um quadrado, quem deixasse a garrafa sair do quadrado seria espancado pelos
colegas. Quando meu sobrinho foi chutar para o colega este deixou de propósito
a garrafa sair. Como foi o ultimo a tocar na garrafa, meu sobrinho começou a
levar chutes e socos de todos os colegas, caiu e continuou levando chutes. Teve
um dente arrancado e começou a sangrar muito. Os colegas só pararam de bater
quando viram o sangue. E onde isto aconteceu? No pátio da escola durante o intervalo.
Na escola a criança relatou que tinha sido
uma brincadeira, que seu dente já estava mole. E a escola ficou satisfeita com
a explicação.
Precisamos lutar contra esta violência e
descobrir meios para que as crianças que estão se preparando para ser monstros aprendam
ser gente.
DIGA NÃO
AO BULLYING!
Erika Campos
Erika Campos
Pesquisando: O QUE É BULLYING?
Bullying é um
termo da língua inglesa (bully = “valentão”) que se refere a todas as formas de
atitudes agressivas, verbais ou físicas, intencionais e repetitivas, que
ocorrem sem motivação evidente e são exercidas por um ou mais indivíduos,
causando dor e angústia, com o objetivo de intimidar ou agredir outra pessoa
sem ter a possibilidade ou capacidade de se defender, sendo realizadas dentro
de uma relação desigual de forças ou poder.
O bullying se divide em duas categorias:
a) bullying direto,
que é a forma mais comum entre os agressores masculinos e b) bullying indireto, sendo essa a forma
mais comum entre mulheres e crianças, tendo como característica o isolamento
social da vítima. Em geral, a vítima teme o(a) agressor(a) em razão das ameaças
ou mesmo a concretização da violência, física ou sexual, ou a perda dos meios
de subsistência.
O bullying é um problema mundial, podendo
ocorrer em praticamente qualquer contexto no qual as pessoas interajam, tais
como escola, faculdade/universidade, família, mas pode ocorrer também no local
de trabalho e entre vizinhos. Há uma tendência de as escolas não admitirem a
ocorrência do bullying entre seus alunos; ou
desconhecem o problema ou se negam a enfrentá-lo. Esse tipo de agressão
geralmente ocorre em áreas onde a presença ou supervisão de pessoas adultas é
mínima ou inexistente. Estão inclusos no bullying os apelidos pejorativos criados
para humilhar os colegas.
As
pessoas que testemunham o bullying, na grande maioria, alunos, convivem com a
violência e se silenciam em razão de temerem se tornar as “próximas vítimas” do
agressor. No espaço escolar, quando não ocorre uma efetiva intervenção contra o bullying,
o ambiente fica contaminado e os alunos, sem exceção, são afetados
negativamente, experimentando sentimentos de medo e ansiedade.
Orson Camargo
Colaborador Brasil Escola
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